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Depois de um dia péssimo…

26 26UTC Maio 26UTC 2010

vem uma das melhores noites do ano…e que vou relembrar durante muito tempo!

A música perfeita, o cantor perfeito, a companhia perfeita. O tempo poderia ter parado…

Ficam com a amostra de estúdio:

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Um ano…

1 01UTC Março 01UTC 2010

já passou!

28 de Fevereiro de 2009. Nem acredito que já passaram 12 meses desde que eu me meti num avião, com aquele medinho bom, e mudei a minha vida em 180º. Hoje virei mais 180º e parece que continuo no mesmo sítio! Mas, meus queridos, 2010 está só a começar =)

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E se…

18 18UTC Fevereiro 18UTC 2010

eu e o João tivessemos optado pela via desportiva e, em vez de jornalistas, andassemos por aqui a dominar as pistas de gelo? Este seria o resultado:

Podem ver o vídeo aqui: http://sendables.jibjab.com/view/ksqRWntOhTQGcAIG

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Às vezes é preciso voltar para a conchinha…

9 09UTC Fevereiro 09UTC 2010

Uma ausência tão grande…se me justificar perdoam? Trabalho e mestrado é que não perdoam, de certeza. Finalmente tenho uma pausa para respirar e lembrei-me do meu cantinho predilecto :) (não que estivesse esquecido).

Para justificar o nome do blog, comi uma gaufre a semana passada, num café da Baixa. Não me soube ao mesmo…devia ser da falta do caramelo belga que os vendedores ambulantes, nas ruas de Bruxelas, nunca pareciam ter pejo em despejar. Mesmo assim soube melhor ao bolo de bolacha com bolor (SIM, com bolor!!) que trinquei hoje num café a caminho da faculdade. Acho que foi a necessidade de dieta a dar o seu último grito desesperado.

Melhor deve estar a Rafocas, que me telefonou um dia destes e só falava da neve na minha rua (sim, ainda é minha…a minha rua e o meu gato!!) – a Av de La Couronne/R. Brasserie. Até sinto falta de falar francês!

Vem aí o temível ano…a recordação que 12 meses já passaram. O aniversário da ida da Carla para LA tem o condão de me fazer lembrar que há quase um ano rumei à Bélgica. E, agora, oscilo entre as amarras confortáveis e a inquitude nas horas mortas com a almofada…mas isso são contas para outros POSTados.

Estou cansada, talvez da falta de cansaço verdadeiro desde sempre. Trabalhar e estudar/fazer papers para o mestrado até às 04h, todos os dias, esgotou-me. Paguei as favas e ainda pago. Uma perna semi-coxa, constipações e males de estômago parecem saber quando atacar o organismo mais debilitário. Afinal, é tudo a mania da perfeição que ganhei algures no tempo.

Estou ligeiramente enfadada de tudo isto. Mais ainda quando a Marisa, recente amizade das lides profissionais, fugiu para outras paragens (Marisa essa a minha homónima e não um estranho uso da terceira pessoa, a la jogador de futebol) e causou um estranho silêncio. *Para “saudáveis silêncios” consultar o link nas ligações ao lado*

Tudo isto me faz ter vontade de voltar para a conchinha, para as séries da Fox que não via há meses ou para os jogos de tabuleiro de quando era criança. Talvez vestir um bibe e pintar o mundo, deixando as nuvens azuis como nos nossos desenhos. Tenho vontade de comer Nestum e ser apenas estudante em full-time…nem que fosse na faculdade. Tenho saudades de quando os domingos eram óptimos e não me lembravam apenas a 2ª feira.

Quero voltar para a conchinha e dormir agarrada a um livro…um bom livro. Sussurrar um segredo ao ouvido de alguém. Mascar uma pastilha de menta e fazer balões onde coubessem o mundo. Dormir com a cabeça no lugar dos pés.

Voltar para a conchinha  e ouvir Savage Garden como se fosse a primeira vez, esquecendo os gostos pós-adolescentes que me levaram para outros caminhos. Quero ler a Mafalda, o Spirou e o Astérix. Quero pintar com quantas cores o vento tem. Quero mudar o mundo. Tudo na minha conchinha especial…

Não estou triste. Apenas sinto que tenho novas perspectivas do mundo. Deve ser da franja, que me tira a abertura de ângulo superior. De qualquer forma olho para este texto e penso: gosto mesmo de frases curtas (quando as escrevo longas é só por desejo hipócrita de compensação).

Fez sentido este post? Talvez… Para já vou para a cama, cantarolando a cama que me falta e a máquina do café….

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Há noites que marcam a alma…

14 14UTC Dezembro 14UTC 2009

Sexta-feira. Sair da redacção. Juntar-me ao João e à Carla e sentarmo-nos nos sofás do Great American Disaster.

Pedi hamburguer com molho à café. O tal Legendary Lisbon. Não pela carne, nem pelo molho. Mas pelo desejo irresistível das batatas fritas.

Antes disso o abraço colectivo (apesar de sermos apenas três) para felicitarmos a Carluxa, a nossa mestra Jedi. Depois, o copo de sangria e a conversa sobre a sociedade, o liberalismo económico e os berços d’ouro. Não estava no American desde Janeiro, soube bem. Não conversava assim com a Carla desde há muitos meses, muito por culpa do Obama que a mantinha só para ele semanas a fio. Não soube bem, não soube mal. Soube a normal, a carinho, a à vontade, a…família.

Rumámos para o Bairro. Alto. Ruas apertadas. Salvo enganos, também não ia lá desde Janeiro. Pelo menos não voltei lá desde o regresso a Portugal. Porquê? Não sei, não me interessa saber, sequer.

Amigos de amigos. Entre elefantes a fazer o pino e caipirinhas, conversou-se sobre mulheres. Sim, mulheres. Passei horas a discutir a área do meu mestrado. E soube bem.

Soube bem não ser olhada de lado, soube bem não perguntarem “és lésbica?”, com sorriso trocista. Soube bem respeitarem-me por aquilo que sou, feminista e feminina, ambos os termos, sem exclusões mútuas. Soube bem conversar e perder-me em argumentos. Soube bem porque não foi normal, não foi familiar.

Debater. Perder debates. Reconhecer que a retórica nunca foi grande atributo dos meus pouco atributos. Dizer não a um “qué-flô?” que nos respondia com “Cutá-cuti?”. Lost in Translation…o tema de um dos meus posts perdidos por aqui que voltei a reviver nos bairros lisboetas.

Bastou uma noite. Algumas horas. Senti que não estava perdida. Fechei os olhos e não pensei em Bruxelas. Pensei em mim, em quem sou. E estou bem aqui. A fazer o que faço e com as pessoas com quem estou. Sei que outros voos me esperam. Mas sei que estou a trabalhar a minha rampa, sem sentir que é uma rampa. Estou onde pertenço e pertenço onde estou.

E, até 2011, esperam-me muitas noites com mulheres, principalmente eurodeputadas, tão semelhantes àquelas que a Carla passou com o Obama. Mestrados que se tornam as nossas vidas e que nos pertencem. Fecho os olhos. Sorrio. Estou bem.

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A que cheira?

4 04UTC Dezembro 04UTC 2009

Fecho os olhos e cheira-me a gaufres…aquelas ainda cruas por dentro que eram vendidas na carrinha do Pascalino.

Fecho os olhos e oiço um inglês com sotaque espanhol, francês, italiano, austríaco ou mesmo eslovaco.

Fecho os olhos e oiço as Ritas em minha casa rirem-se à gargalhada às 3 da manhã.

Fecho os olhos e vejo a lista das cervejas à minha frente, no meio da Place Lux.

Fecho os olhos e estou a percorrer, como em todas as manhãs, o caminho para o Parlamento Europeu, de badge ao pescoço e com o mundo na palma da mão.

Fecho os olhos e estou num palco, de um bar irlandês, a cantar num karaoke com gente improvável, que se encontrou (uns aos outros e a nós próprios) numa cidade fria que é símbolo de União Europeia.

Fecho os olhos e estou no restaurante etíope, a dividir comida com a Rafa do mesmo prato.

Fecho os olhos e estou na casa da rua dos cavaleiros, com as duas primeiras pessoas do Parlamento que conheci em Bruxelas.

Fecho os olhos e sei que me dói qualquer coisa. Hoje, especialmente. Fecho os olhos e cheira-me a uma vida que não volta mais…

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Daqui a seis meses…

28 28UTC Novembro 28UTC 2009

vou vê-lo ao vivo! Finalmente!

 

 

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Desfeita…

27 27UTC Novembro 27UTC 2009

em pó de estrela…

Ando à deriva no universo!

 

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Cinderela

22 22UTC Novembro 22UTC 2009

Apressada, com o tempo citadino. Pés enfiados em sapatos de senhora, tão pouco característicos quando comparados com a franja que lhe esconde parte dos olhos. Avança, pedra em pedra, pé depois de pé, suspiro depois de suspiro…

De mala ao ombro e saco no outro, a distância parece-lhe distante demais, demais. Olha para o relógio de pulso e, numa fracção de segundo sente o salto do sapato entalado em duas pedras da rua. Tarde demais. O sapatinho castanho fica preso atrás, enquanto o pé avança, levado por um passo demasiado apressado para parar, sem se compadecer dos despojos de guerra que ficaram entre as pedras.

Mais um segundo. Ela olha em volta, com as faces ligeiramente coradas, do malabarismo sapateiro que tinha acabado de protagonizar. Não sabe como, dá conta que o sapato voa um pouco mais para longe e, ali perto, um ajuntamento de outrora mira a cena, deliciado. Cinco, seis quiçá, senhores reunidos à porta do café, ali no princípio da rua da Madalena (mais bairristas que citadinos sem rosto, parece-me), olhavam a cena deliciados. Ela olha-os, com ar de desafio, enquanto volta a colocar o pé, envolto numa mini-meia, no sapatinho travesso.

- Anda a perder os sapatos? – perguntou o mais gozão.

- Sou a cinderela…

- Ai é? Então mas essa não era só à meia-noite?

- Parece que chegou mais cedo.

E seguiu em frente, andando devagar para não enfrentar um take 2. Tinha um sorriso nos lábios, assim como os homens que deixara, já de volta à conversa que já passara, à porta do café.

Afinal, não são todos os dias que podemos ser a cinderela.

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23 + 1

16 16UTC Novembro 16UTC 2009

Com mais um aniversário e trabalho a mais para me poder dedicar a blogs ou qualquer coisa que se defina como pessoal, fica só aqui um agradecimento a todos vocês que, de uma maneira ou de outra, abrilhantaram os meus 23 anos!

Ao longo do ano que passou consegui crescer (não de altura, infelizmente. Aliás, o senhor do BI reduziu-me 5cm em relação ao que estava no BI anterior) e viver sozinha, numa cidade estranha. E também conseguir, ao mesmo tempo, ser mais criança, e menos adulta, é um feito.

Houve um jantar memorável de sábado para domingo… com os amigos de sempre e mais umas estreias. Aos três que vieram de longe…valeu a pena? ;)

Bolo brigadeiro, sangria branca, bacalhau com natas, quedas nas escadas em Santos, sal (demasiado sal) e limões, chuva, mala vermelha. 23+1.

E Carla, mais uma vez, lá estávamos para fazer o brinde. Força nisso esta noite. E a todos os que lerem este post, aplaudam a Carluxa porque amanhã a tese será finalmente entregue! ;)

Bisou!

me&Carla

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